Ariel Gajardo


Links comentados e revistos por mim.

Ficção e os justiceiros dos "consumidores burros"

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Esta semana participei (em uma delas preferi não levantar a mão, confesso), contra a minha vontade, de algumas discussões sobre ética a publicitária, envolvendo principalmente algumas ações que tenho participado e um post que escrevi no SimViral.

Me surpreende como as pessoas esperam da publicidade um instrumento de transformação social, isento de fantasia e de essência lúdica, para ser totalmente careta e poiticamente correto. Como uma beata que vai à missa todos os dias e não fala de sexo, não bebe e não fantasia - não na frente dos outros ao menos. Por que não derramam toda essa esperança moralista em cima do cinema, por exemplo? O cinema, para mim, é um veículo de transmissão de idéias tão influenciador e passível de tornar-se instrumento de dominação e mentira através da ficção, do que a publicidade. Vide a utilização de várias marcas das telonas para divulgar celulares, refrigerantes, comidas para microondas, chocolates,….

Esquecem - geralmente são publicitários ou pessoas que pensam ser os justiceiros do “consumidor burro”, aquele que só existe na sua cabeça - que o ser humano médio quer ser envolvido em boas histórias. A “mentira” (eu chamo de ficção) faz parte disso! É um pedaço do diálogo que mantém a história viva para aqueles que acompanham o enredo.

Exclamam que muitos estão sendo enganados, como se fizessem um serviço para a sociedade. Mas na verdade enganam-se em não procurar a essência do que toda boa história tem para contar e de como as pessoas estão engajadas nisso sem se preocupar se é verdade, se é ficção, se tem marca ou não por trás.

Elas apenas querem ser chamadas para dançar nos braços de quem não lhe pisa os pés e de quem conduz melhor. Se não, escolhem o próximo no salão.



June 01, 2008, 12:55am